Quatro (milhões de) vezes você.

29 de agosto de 2011

Vi a tela do telefone celular acender-se e indicar uma ligação perdida, não sei a quanto tempo estava ali já que eu tinha me entregue a distração de pensar o que foram esses quatro anos ao seu lado, mais do que imediatamente apertei para que retornasse a ligação e do outro lado escuto a voz robótica dizendo que “para ligações de longas distância você deve discar, zero...” desliguei; até ela, a mulher robô, sabe que a distância (física) entre nós é enorme, mas será que ela sonha que não há nenhuma distância capaz de separar pessoas que moram assim, uma dentro da outra? A menos que você tenha alguém assim na sua vida, você não sabe, não sente, não entende, não vê. Liguei outra vez agora discando zero e a operadora, nada agora poderia me impedir de do outro lado ouvir a voz mais doce do mundo, a sua e você atendeu, perguntei como estava, sabe como é sempre me preocupo. Meia dúzia de palavras trocadas e uma confissão: “como é bom ouvir a sua voz” do outro lado o riso que irradia minha vida, me dá segurança e uma paz que eu não sei contar, uma pergunta seguida do apelido carinhoso depois agradeci e você disse: “Como se precisasse agradecer por alguma coisa”.
Quase chorei e não tive forças pra dizer o que agora escrevo: Preciso sim, preciso tanto agradecer por todo o carinho que você me deu nesse meio tempo que não é nada perto do que está por vir. Preciso agradecer também pelo exemplo que você é pra mim: Mulher com letras maiúsculas, minha melhor amiga, marida e que renda piadas esse apelido, pouco me importa. Se há algo na minha vida me importa de fato, é aquilo que eu amo e eu te amo tanto que às vezes tenho medo de explodir. Obrigada também pelas vezes que você me fez rir quando depois de me ouvir dizer que me espelho em você, você disse: “Criei um monstro”. Será que é ser monstro ser assim como nós? Duvido, me fez tão bem deixar de colocar pessoas que nunca se importaram comigo em primeiro plano, será que há nisso algo monstruoso? Colocar-se em primeiro lugar e se amar, assim podendo amar aos outro sem correr risco de sufocá-los e tornando quase nulos os riscos de se ferir? Se for, é o que eu sou: o seu pequeno monstrinho, sua pequena amorinha, sua grande admiradora. Preciso agradecer não só por isso, mas por tudo que você me ensinou.
Ao seu lado eu entendi que não existem pessoas sem defeitos e que nem por isso elas deixam de serem perfeitas para a sua vida, eu tenho o maior orgulho de dizer que a minha melhor amiga tem defeitos sim e que eu a amo até neles. Cada detalhe, cada sorriso, cada frase dita, cada olhar que permitiu que a frase não precisasse sair da sua boca para que eu a entendesse, uma cumplicidade que não cabe nem nesses 570 quilômetros que nos separam, mas que graças à Deus cabe nessa vida que nos uniu.




Caroline Prellwitz, eu te amo além da vida e de qualquer amor. Você sabe disso! 

2 Comentários, mas sempre cabe mais um. :):

Maria Regina. disse...

Eu te amo , e ler o que vocês escreve faz bem ao coração, sem contar que esse amor mútuo ai e coisa que vai além de todos os mundo LINDAS.

Debbys disse...

Gente, que lindoo! Nossa, é muito bom mesmo ter pessoas assim nas nossas vidas, que podemos amar sem obrigação, amar sem medo e vergonha, pessoas que fazem parte do nosso ser e viver!
parabens pela amizade de vocês!
bjussss