(Perdo)Ar-te.

10 de dezembro de 2014
Você não é perfeito e eu também não. Mas, muitas vezes fui tomada pelo desejo de te ensinar a ser conforme a minha vontade. Pois agora me dei conta de que isso, além de ser um ato de grandioso egoísmo, também é um ato de imensa violência.
Me desculpe.
Sei que muitas vezes invadi um espaço que não cabe a mim, porque é tão e somente seu.
Eu errei.
Errei todas as vezes que desejei que você fizesse algo de acordo com a minha vontade. Errei quando, a cada briga, quis te ensinar a alguém diferente apenas porque supunha que este alguém – completamente moldado por mim – não seria capaz de me magoar.
Ato falho.
Fui incapaz de perceber que todo criador é responsável pela sua criatura. E que em algum lugar e momento isso significa que: cria e atura a própria dor que criaste, criador.
Me tranquei numa torre e quis que você construísse um reino encantado ao meu redor. Atribuí a você uma responsabilidade que não pertence à ninguém - além de mim. Projetei um príncipe em alguém que não era Real, porque era invento (meu).
Meu Deus! Estive tão cega que quis dar a você a divindade que nem eu e nem criatura humana alguma possui. Errei tanto na tentativa de só acertar e fazer com que você acertasse. Mas, quem é que me concedeu os poderes de juiz?
Abri os olhos – tardiamente, talvez – e vi que eu magoei e feri você tentando evitar que você pudesse me ferir – mais –, queria para mim o seu direito de livre arbítrio.
Julgando-me tão humana fui desumana com seu jeito próprio de ser – quem ou o que quiser. 
Perdoo-me pelos meus erros.Você também?

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