Alma Gêmea.

6 de junho de 2016



Você se apaixonou por uma pessoa, e daí? Não entende como aconteceu? Esse cara tocou o seu coração mais profundo do que você pensava que era capaz de alcançar. Em outras palavras, você foi fisgada. Mas esse amor que você sentiu foi só o começo. Isso é só o amor mortal, limitado, café com leite. Espere para ver como você é capaz de amar mais profundamente do que isso. Você tem a capacidade de um dia amar o mundo inteiro. É o seu destino. Não ria.
As pessoas acham que a alma gêmea é o encaixe perfeito, e é isso que todo mundo quer. Mas a verdadeira alma gêmea é um espelho, a pessoa que chama a sua atenção para você mesmo para que você possa mudar a sua vida. Uma verdadeira alma gêmea é provavelmente a pessoa mais importante que você vai conhecer, porque ela derruba as suas paredes e te acordam com um tapa. Mas viver com uma alma gêmea para sempre? Não. Dói demais.
As almas gêmeas só entram na sua vida para revelar a você outra camada de você mesma, e depois vão embora. Mande um pouco de amor e de luz sempre que pensar na sua alma gêmea, depois esqueça. Mas você precisa saber o seguinte. Se você liberar todo esse espaço na sua mente, vai descobrir um vazio ali, um espaço aberto. E adivinhe o que o Universo vai fazer? Ele vai entrar… e vai encher você com mais amor do que você jamais sonhou. Então pare de usar uma pessoa para fechar essa porta. Esqueça isso.


Do livro “Comer, Amar, Rezar” de Elizabeth Gilbert – Editora Objetiva, Páginas 157 e 158.
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Dos Encontros.

25 de dezembro de 2015
Me pediram pra escrever e nessa altura do campeonato, eu só consigo pensar em escrever sobre você, talvez porque eu ainda não tenha escrito nada, talvez porque ainda haja algo latente aqui dentro de mim, talvez porque eu só saiba escrever sobre as coisas que moram dentro de mim.
Escrevo para celebrar esse tipo – raro, você e eu sabemos – de encontro. Escrevo porque essa é a minha forma de organizar a vida, os sentimentos e todo o resto. Escrevo para, sabe-se lá daqui quanto tempo, lembrar de você com o mesmo carinho que tenho hoje, no peito. E é tanto.
Acredito que devo começar contanto sobre a minha dificuldade em permitir que alguém entre em minha vida. Não tive tempo de explicar todas as minhas razões, apenas a maior delas e acho que é o suficiente. Mas, como eu te disse desde as nossas primeiras conversas: o santo bateu. Você, querido, me devolveu um pouco da fé nas relações humanas, por mais que a nossa não tenha dado certo.
Você também me devolveu a fé em Deus, que eu sempre tive, mas estava há algum tempo esquecida dentro do meu coração. Ao ver a sua fé e eu lembrei que também tinha uma, que hoje está avivada como nunca, a certeza de que Deus me ama e não me desemparará jamais, mesmo nesses momentos difíceis que eu não entendo os propósitos dEle, sei que sou carregada no colo. Minhas orações também se voltam para você, quero o seu bem, sua alegria, sua paz e um mundo de luz pra você, que me fez tão bem. Peço ao Papai do céu e aos meus anjos da guarda que cuidem de você.
Ainda penso em você diariamente e sinto falta das coisas que dividimos. Ainda me pergunto por que você entrou na minha vida de forma tão intensa e incrível, se era pra ir embora tão cedo. Quase sempre, durante o dia ou diante de algum acontecimento, tenho vontade de te escrever para contar e isso é uma das coisas mais difíceis de controlar. Mordo o lábio, serro os olhos e me convenço de que nada mais te interessa ou você finge que não.
Têm sido dias difíceis, é bem verdade. Vez ou outra ainda choro e me sinto a menina mais boba do universo inteiro. Mas, tenho consciência de minha sensibilidade e não quero abrir mão dela. Prefiro o choro a uma mágoa fazendo morada dentro de mim, aqui, só guardo os sorrisos. Se as alegrias têm prazo de validade, minhas tristezas também, dos mais curtos.
Criei por você um carinho muito bonito, que tinha sim potencial – dos grandes – para ser amor. Era semente ainda e você foi embora antes dela germinar. Você regou, cuidadosamente, a cada ligação de boa noite, cada vez que se preocupou em me agradar, cada sorriso e a cada mensagem respondida. O carinho que você me deu, em tão pouco tempo, foi suficiente para me fazer querer estar do seu lado sempre que pudesse e não hesitar, nem por um segundo, em te mostrar o meu lado doce, que luto tanto para esconder de todo mundo.
Peço desculpa por não ter te escrito antes, quando possivelmente fizesse sentido pra você e por trazer a tona agora algo que eu não sei o quanto você está interessado.



Eu queria sentar num café, olhar nos seus olhos e dizer tudo o que lhe foi escrito. Contar tim-tim por tim-tim das minhas razões, não sei se um dia essa chance me será concedida, mas espero que saiba, você me cativou.
Por hora, tudo o que eu posso fazer é, de longe, te desejar paz e bem. E agradecer por tudo, tudo, tudo. Até porque, como diria Caio: "Acho que é bom a gente saber que existe desse jeito em alguém, como você existe em mim."


Um grande-gigante-imenso beijo, 
Da Pequena (Gor).


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Das saudades.

16 de julho de 2015
Para ser lido ao som de Rather Be.

Créditos Imagem: Tumblr 

Ando com saudade do ninho. De sentar no sofá enquanto espero você se ajeitar e ouço seu pedido de: - por favor, baby, não repare a bagunça. É claro que eu não reparo, penso comigo mesma. Ouço você perguntando o que quero ver na TV e eu serro os olhos, penso se não te parece óbvio que não quero ver nada, mas permaneço em silêncio. Vejo você pegar uma água e se sentar ao meu lado, logo sorrio e acomodo meu corpo pequenino ao seu abraço, que me envolve num conforto infinito. Roço meu rosto no seu ombro e pescoço, sinto seu cheiro de roupa limpa e sonho bom, mas me afasto repentinamente, com medo de sujar-te com a minha maquiagem, mas o medo se desfaz num sorriso logo após a sua cara de que é óbvio que isso não tem importância.
Levanto-me e caminho no pequeno espaço que nos aconchega, quando te pergunto sobre a vista, ouço você dizer que posso olhar se quiser e não hesito. Saio me equilibrando no meu maior salto para observar a vista da sacada, vejo a cidade sob nossos pés. Tento adivinhar onde fica cada lugar e ouço você, um pouco distante, rindo do meu (inexistente) senso de direção. Sem nenhuma vergonha na cara, uso minha desculpa favorita que é detestada por você e logo ouço que preciso saber um pouco de tudo. E a nossa conversa atravessa o ambiente.
Volto, notando que você ligou a TV num filme que desconheço e outra vez aconchego nosso corpos como se nosso ninho fosse e no fundo, sinceramente, acho que é. Abaixo-me e solto o fecho das minhas sandálias, noto que seus olhos observam os meus pés, você comenta como são lindos e pequeninos. Agradeço e logo te abraço, como se abraçasse o mundo e deixo que nossos narizes se toquem num delicado beijo de esquimó. Num puro golpe de ousadia ou talvez de intimidade, jogo minhas pernas sobre seu colo e sinto seus lábios sorridentes tocando os meus. Neste ínterim, meus olhos já se fecharam. Fico receosa de outra vez bater sua cabeça no sofá, então envolvo meus dedos nos teus cabelos fartos, penso com um sorriso singelo que depois seu cheiro ficará ali, na minha pele, fazendo companhia quando sua presença se ausentar.
Em meio aos nossos carinhos, perdemos a noção do tempo e quando dou por mim, já perdi “minha hora”. Levanto correndo, me soltando do seu abraço e te apresso também. Enquanto calço minhas sandálias ouço suas tentativas de me convencer a ficar. Sorrio, enquanto percebo que a vontade de não ir embora está quase vencendo a necessidade de voltar. Outra vez te apresso enquanto espero na porta, noto você fazendo hora e sinto um misto de sensações: ao mesmo tempo em que quero te punir, desejo te mimar. Ameaço chamar o elevador, mesmo sem você e noto seu leve incômodo com a minha impaciência, os seus rodeios se multiplicam, assim como meus sorrisos, enquanto você ganha tempo. Finalmente você vem, abre a porta e caminhamos até o elevador. Dentro dele, nos beijamos novamente. Já no carro, faço questão de escolher o melhor caminho para aquela hora, aproveito para comentar a playlist que toca no seu carro. Já na porta de casa, nos beijamos como se adolescentes fossemos. Antes de te deixar ir, peço que me avise quando chegar e entre um selinho e outro,  peço também que se cuide. E depois, passar a madrugada trocando mensagens com você, sem querer me despedir. Eu te escreveria para dizer que você não precisa ter medo se eu não achasse que todos eles são completamente compreensíveis. No entanto, agora que todos os meus textos cheios de clichês são pra você, isso não mais adiantaria. Então, eu só queria que você soubesse que nenhum clichê é clichê por acaso.



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Carta de aniversário

17 de maio de 2015


Escrevo-te sentada no sofá num dia de domingo. Imagino que um dia estarei caminhando à beira mar, segurando meu calçado em uma das mãos e sentindo a brisa marítima tocar minha pele, quando num momento qualquer, de forma inesperada e súbita, você gritará: Letícia! Eu saberei quem me chama, porque num mundo onde habitam mais de 7 bilhões de pessoas, uma única tem a audácia de me chamar assim, com toda a naturalidade. Morderei o meu lábio inferior, hesitante, sem saber o que fazer e te olharei com um sorriso. Talvez me falte força para atravessar a areia ao teu encontro, talvez eu corra em sua direção, talvez eu duvide entre um passo lento e outro, se isso estará mesmo acontecendo. Ou é obra de minha imaginação, como agora. Depois de me aproximar, meus braços saudosos te abraçarão, como se buscassem uma confirmação. Encherei todo meu pulmão de ar, como quem procura forças para perguntar como-vai-você-eu-preciso-saber-da-sua-vida...
Você vai me chamar para tomar uma no bar mais próximo e quando eu te der minha resposta padrão, você debochará de mim, na certeza de que certas coisas não mudam. Depois de insistir eu vou aceitar uma caipirinha de saquê porque como sempre, eu não saberei te dizer não.
Contar-lhe-ei sobre quantas vezes, como agora, pensei em te escrever para o seu aniversário. Como esses dias que antecedem essa data me atormentam. E como é a vida de quem nunca soube dividir nada, dividir o próprio dia. Sobre como, mesmo depois de tanto tempo, eu não consigo te odiar. E o quanto tem dias, que eu sei que só os seus ouvidos me entenderiam.
Falarei sobre o diploma, as conquistas profissionais e os carimbos no passaporte. Sobre como é dolorida a dúvida entre alçar o primeiro voo para longe ou ficar no ninho. E riremos, lembrando, do dia que você listou os nomes para os filhos que não tivemos e não teremos. Você me contará sobre a família linda que teve o prazer de formar e eu te direi, certamente, sobre o quanto eu cruzei com caras babacas no caminho. Tomara que, neste dia, eu já possa te dizer que encontrei alguém muito especial que foi capaz de curar as minhas feridas e derrubar minhas armaduras. Vai saber?
Contarei a você que Maria se formou médica e que eu estou estudando ainda, seja pós, mestrado, doutorado, pós doc, especialização. Quem sabe? Ou pode ser só um curso para gourmetizar os pratos que eu já sei.
Vou olhar para a sua mão que teme em tocar a minha e sentir aquele choque de novo. Você vai desviar o olhar, mudar de assunto, me fazer chacota e me mostrar foto do seu mais novo, do seu mais velho, do seu do meio, ou da sua filha única. E ela se chamará também Letícia, ou não. E eu vou sentir um aperto no peito. Meu celular tocará, alguém me chamando pra voltar pra casa, ou pra jantar, ou pro boliche. E eu direi que estou fora da cidade.
Por último, você perguntará se ainda escrevo e para quem.
Nos despediremos outra vez sem trocar telefone ou endereço. Deixando nas mãos do destino um possível reencontro, ou não. Vamos ter, outra vez certeza, de que certas pessoas são únicas e insubstituíveis.

Com saudades,

Allie.
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When I'm gone.

24 de abril de 2015
"Sabe, eu tenho trabalhado muito. Às vezes quando a dor me visita eu nem percebo porque estou trabalhando demais para notar. Nunca mandei uma indireta para você no Twitter. Nunca mais escrevi para você. Se por ventura um dia você se esbarrar em algum texto meu, não se iluda, não é para você.
Provavelmente já vai ser outra pessoa. Eu te disse que não ia esperar, né? Lembra quando você perguntou se um dia podia me procurar? A resposta é não. Não me procura. Se você sentir algum dia que deveria ficar comigo, me procure em outras pessoas. Me procure nas músicas, me procure na corrida que eu sei que ajuda a equilibrar a sua vida. Porque no fim o que eu era para você era um alivio, um banho quente numa tarde chuvosa (...).
Eu nunca fui a mulher da sua vida, e sim a pedra no meio do caminho. No meio do caminho tinha eu, e ali fiquei, porque você foi embora, e agora eu também."








Leia o Texto da Mabê na íntegra, aqui. 
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Desejo de ano novo.

26 de dezembro de 2014
Para ser lido ao som de Rather Be - Clean Bandit





Para contar sobre você, devagar, escolho dizer que a cada encontro você deixa algo de bom em mim. E apesar de estar me equilibrando entre o medo e a delícia de me apaixonar, eu tenho certeza que você é um destes presentes que o universo, em sua imensa sabedoria e com imenso cuidado, colocou em meu caminho. 

Acho linda a sua delicadeza ao me tratar como pequena flor. Admiro o cuidado em cada palavra, carinho, beijo, abraço e momento compartilhado na delícia de sua companhia. Feito quando você caminha com o braço envolto em meu corpo como se me colocasse sob redoma, de modo que ninguém – nem eu mesma e meu jeito desastrado – possa me machucar.

Aquele abraço que você me dá, enquanto diz em meu ouvido que ainda dá tempo de desistir de descer do carro para então passar o resto da noite com você. Ou seu riso descarado quando esconde minhas chaves para desfrutar um pouco mais da minha companhia, como se fosse preciso. 

Acho graça quando você me pergunta como está o tempo antes de escolher a roupa para me buscar. Nunca te contei, mas ainda fico apreensiva ao escolher a roupa para te ver e antes de tudo penso sempre no sapato, só você sabe o por quê. Seria tão mais fácil se na agenda nós também colocássemos o dress code. Entretanto, isso seria impossível, pois, mesmo depois de todo esse tempo, ainda somos indecisos em todos os encontros. Não vejo problema algum em rodar a cidade toda com você e decidir ir ao lugar que me indicaram mesmo. E o meu ritual de te pedir um abraço antes de qualquer beijo e ficar pendurada no seu pescoço enquanto afago seus cabelos e esqueço-me da vida sentindo seu cheiro e sua bochecha colada na minha. Você afaga meus cabelos e eu penso que poderia ficar sob seus cuidados para sempre.

Não me importo de passar madrugadas em claro se eu tenho você me fazendo companhia no aplicativo de mensagens, sobretudo, se essa for a única forma de matar a saudade que vezenquando vem me dizer que parece que você veio pra ficar. Mesmo quando não fica. Então, somos você na cidade que não dorme nunca e eu no meu universo lilás, atravessando a madrugada feito dois adolescentes bobos.

Quanto ao tempo que haverá de durar, não nos demos nenhuma certeza. No entanto, não devemos nos apressar se temos o agora que é exatamente tudo que precisamos.

Confesso que não estou acostumada a levar a vida assim sem promessas. Mas essa leveza de não ter obrigação nenhuma e permanecer apenas porque é isso que nos faz bem, tem sido uma descoberta deliciosa. Às vezes tenho vontade de perguntar como é que cê faz pra roubar meus pensamentos sem oferecer nenhuma garantia, mas logo você rouba também a cena e me dá outras respostas que eu nem sabia que estava à procura.

O que preciso dizer agora é que a sua gentileza me dá vontade de acreditar no mundo. A forma que você trata até aqueles que não conhece desperta em mim o desejo de fazer de você um modelo de comportamento. Não sei se fiz algo para merecer alguém como você na minha vida, mas se aqui está, deixo continuar. Alguém que ri de mim e me faz rir é tudo o que eu sempre quis da vida.

Se isso é amor eu não sei. Só sei que tenho vontade de pedir pra você ficar quando tem que ir embora e quando quem vai, sou eu, a vontade é de pedir pra vir comigo.

Talvez eu não tenha crédito para um novo pedido de ano novo. Mas, eu desejo pra você tudo de melhor, a começar por nós.


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25 de dezembro de 2014



“Ficar seria tolerar suas mancadas. Você precisa perder pra entender onde errou, que isso que você faz é um erro, um dos feios. Que evitar e não tocar mais no assunto não é perdão ou esquecimento. É sufocar. E eu estava sufocando… Partes de mim querem ir embora, partes de mim querem ficar. Ainda não terminei de gostar de você. Mas consegui. Agora fui. Porque comecei isso querendo ser seu companheiro, passei a cúmplice das suas maldades, e ficar dessa vez vai me fazer seu comparsa. Não é um ‘até amanhã’ nem ‘até breve’ e nem ‘até mais’. É um ‘até você mudar’ ou ‘até você não ser mais quem você é’. Até nunca, então.”

— Gabito Nunes.
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(Perdo)Ar-te.

10 de dezembro de 2014
Você não é perfeito e eu também não. Mas, muitas vezes fui tomada pelo desejo de te ensinar a ser conforme a minha vontade. Pois agora me dei conta de que isso, além de ser um ato de grandioso egoísmo, também é um ato de imensa violência.
Me desculpe.
Sei que muitas vezes invadi um espaço que não cabe a mim, porque é tão e somente seu.
Eu errei.
Errei todas as vezes que desejei que você fizesse algo de acordo com a minha vontade. Errei quando, a cada briga, quis te ensinar a alguém diferente apenas porque supunha que este alguém – completamente moldado por mim – não seria capaz de me magoar.
Ato falho.
Fui incapaz de perceber que todo criador é responsável pela sua criatura. E que em algum lugar e momento isso significa que: cria e atura a própria dor que criaste, criador.
Me tranquei numa torre e quis que você construísse um reino encantado ao meu redor. Atribuí a você uma responsabilidade que não pertence à ninguém - além de mim. Projetei um príncipe em alguém que não era Real, porque era invento (meu).
Meu Deus! Estive tão cega que quis dar a você a divindade que nem eu e nem criatura humana alguma possui. Errei tanto na tentativa de só acertar e fazer com que você acertasse. Mas, quem é que me concedeu os poderes de juiz?
Abri os olhos – tardiamente, talvez – e vi que eu magoei e feri você tentando evitar que você pudesse me ferir – mais –, queria para mim o seu direito de livre arbítrio.
Julgando-me tão humana fui desumana com seu jeito próprio de ser – quem ou o que quiser. 
Perdoo-me pelos meus erros.Você também?
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Seu quase rir ilumina...

1 de novembro de 2014





Ainda estou com a sensação de riso frouxo, meus lábios parecem ter vontade própria desde ontem quando eu tive a oportunidade de encontrar a Juliana Lohmann, quem me conhece sabe a importância dessa pessoa linda na minha vida, minha atriz favorita sim, mas principalmente uma das minhas pessoas favoritas, no mundo! 
Há 2 meses atrás foi aniversário da Ju. Há anos luz não atualizo o fotolog, devido a falta de tempo e também porque caiu em desuso. Mas, nunca perdi o contato com a Juliana e como em todo aniversário escrevi para ela que permanece sendo minha Diva/Vida. Para minha surpresa Juliana respondeu falando que tinha sido um dos parabéns mais lindos que ela havia recebido e que esperava que nosso encontro físico acontecesse o quanto antes fosse possível. Há algum tempo atrás ela disse que quando nos encontrássemos ela me “esmagaria de abracinhos”. Nós não podíamos imaginar o que estava a nossa espera.
Um belo dia eu estava no trabalho e olhando o instagram, vi que ela havia postado uma foto no Aeroporto de Campinas. Comecei a tremer. Como assim? Juliana na mesma cidade que eu? Desesperada mandei mensagem pra ela perguntando se ela ainda estava ali, mas ela estava indo embora, tinha apresentação da peça em Jundiaí. Fiquei chateada por não conseguir encontrá-la, mas depois conversando comigo, ela disse que eles ficariam em curta temporada em Campinas (cidade onde estudo e trabalho, mas não moro). Quando o dia chegou, ela mandou mensagem falando que havia pensado em mim o dia todo, que estava em Campinas e me convidando para ver a peça. Eu não pude. Tive prova na faculdade e quem poderia ver comigo, também não pôde. Fiquei chateada, mas tranquila pois sabia que ela voltaria, neste ínterim ela começou a gravar “A frente fria que a chuva traz” e ficou fora da peça durante dois fins de semanas. Meu coração estava incrivelmente tranquilo.
No dia 23 de Outubro a página da Peça “Superadas” postou um flyer no facebook e eu enviei para um dos meus amigos de infância e perguntei se nós poderíamos ir juntos. Ele topou na hora. Mandei mensagem pra Juliana e perguntei se ela estaria na peça no dia 31, o dia que havia me programado pra ir e ela disse que sim. Era o último fim de semana da curta temporada em Campinas e aquele sim me alegrou a vida.
Fui pra Campinas ontem pela manhã trabalhar e quando terminei meu expediente, peguei minhas coisas e voltei pra casa para me arrumar e voltar pra CPS pra assistir a Juliana. Tudo já estava combinado e planejado. Ao sair de casa pra voltar pra lá, mandei um whatsapp pra Ju: “Partiu Campinas” e ela respondeu comemorando. Logo que cheguei, combinei com meu amigo de me buscar e chegando na casa dele o meu whats anunciou uma mensagem dela, era uma foto e escrito: “Indo te encontrar, eba!”. Eu estava me sentindo a raposa do livro d’O Pequeno Príncipe: “Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz. Quanto mais a hora for chegando, mais eu me sentirei feliz. Às quatro horas, então, estarei inquieto e agitado: descobrirei o preço da felicidade!”.
Depois do jantar, fomos ao teatro. Sentamos em nossos lugares e esperamos os avisos sonoros anunciarem o início da peça. Veio o aviso de que não poderíamos fotografar durante a peça, meu coração se espremeu, eu queria registrar cada instante. Com as cortinas fechadas eu ouvi os passos sobre o palco e a cada segundo eu tinha mais certeza que estava mais perto dela.

A cortina se abriu, as luzes aos poucos se acenderam e logo vieram elas: as três superadas. Reconheci a Juliana e seus trejeitos, tudo como sempre quis ver de pertinho e ali estava, a poucos metros de mim. Assim que a luz se acendeu eu vi os olhos dela me procurarem no lugar que estava reservado pra mim, mas como eu estava com companhia, eu não o ocupava. Logo após ela me viu, deu uma piscadinha e eu já me senti “abraçada”. A peça foi acontecendo e a gente rindo absurdamente, foi tudo muito bom. Ao fim da peça, se colocaram em frente ao palco e agradeceram a plateia, o Raphael pediu pra tirar uma foto e todos posamos atrás deles, felizes. Depois disso, ela olhou novamente pra mim e fez menção de que eu esperasse por ela ali mesmo. Não aguentei, levantei e fiquei andando de um lado pro outro a sua espera, cada passo no palco meus olhos se voltavam esperando que fosse ela. A primeira a aparecer foi a Catarina Abdalla, passou por mim me cumprimentando e foi ao encontro de algumas pessoas que pareciam estar a sua espera. Depois veio o Raphael Vianna, super simpático, conversamos e eu pedi pra tirar uma foto com ele. Me senti uma anã. Ele é alto e muito bonito, aquela coisa de ter presença, sabe? Logo após, apareceu a Flávia Guedes e nos cumprimentou, falou com o pessoal que conversou antes com a Catarina, posou pra foto com eles. E nada de Juliana. Meu amigo até brincou: “acho que ela não vem, hein? Não vai ter Juliana!” eu ri nervosamente, mas confiante de que ele estava errado. Finalmente ouvi os passos dela e eu já estava colada no palco. Ela desceu pelas escadas e veio ao meu encontro, me abraçou e foi maravilhoso, agradeceu por eu estar lá e logo vieram outros fãs pedindo pra tirar foto (que eu ainda não tinha tirado), eu fiquei por ali. Entre uma foto e outra ela conversava comigo e com meus amigos, até que alguém apagou as luzes do palco. Foi quando ela pediu pra acenderem por que: “Eu quero tirar uma foto com a Joyci”. Os outros três atores olharam e falaram numa espécie de coro: “Ela que é a Joyci?”. Acho que nesse momento eu fui só sorriso, eles já sabiam sobre mim. Então a Ju me contou que quando eu comentei na foto do instagram do Raphael mais cedo, falando que eu ia, ele falou pra ela: “A Joyci vai viu?”, ela ficou curiosa pra saber se ele me conhecia e ele disse que sim, pois eu havia comentado no instagram dele e ela defensiva disse: “A Joyci é MINHA fã, viu?” rs Que dúvida! Eles brincaram que queriam que eu fosse fã deles também. Raphael disse que ele era bom em tirar fotos e eu o desafiei a tirar uma minha, ele quem tirou as minhas com a Juliana e mais algumas. Ficamos por ali mais um tempo rindo e nos abraçamos mais algumas vezes. Foi incrível! Foi feliz! Foi muito melhor do que eu poderia imaginar que seria. Eu não chorei, eu aproveitei cada instante ao lado deles. Vou guardar essa sexta-feira, 31 de outubro, que é 13 ao contrário, como um dia de MUITA sorte! E luz! E amor! 
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Escre(vi)ver.

12 de outubro de 2014





Eu sei escrever textos sobre os outros e o bem que eles fazem ou fizeram um dia, a mim. Acho que sou uma boa contadora de histórias e não digo quando o quesito é apontar defeitos porque sou conhecida por ver amor, inclusive, onde não tem e devo isso a minha mania de tentar – nem sempre conseguir, mas insistir em – me colocar no lugar o outro e enxergar o mundo com os olhos dele. Obviamente isso é muito difícil quando o sangue nos sobe a cabeça e tudo o que queremos ou conseguimos é esbravejar palavras e espinhos ao vento, mas quando deitamos a cabeça no travesseiro, colocamos a mão na consciência e a consciência no coração, enxergamos que nem tudo que o outro faz, ou na verdade quase nada, é com a intenção de nos magoar ou nos colocar para baixo. E finalmente nos damos conta que pensar assim é ser egoísta, por alguns instantes, ao ponto de acreditar que o mundo (ou o nosso mundo) gira em torno de nosso pequeno umbigo. E quando a gente consegue olhar pro umbigo dos outros parece que uma magia acontece, a gente cresce e fica, como ouvi outro dia dizerem: "Rica de humanidade". 
Afinal, por que estamos aqui se não para nos tornarmos mais humanos?
De uma coisa estou certa: Não fomos feitos para sermos Santos. Mas, somos capazes de nossos pequenos milagres e a partir do momento que nos permitimos ver, eles acontecem quase que diariamente. Um sorriso, um abraço ou alguma coisa que consideramos bobagem, pode transformar o dia de alguém e salvá-los da sobrevivência diária. Existe milagre maior e mais valioso que terminar o dia na certeza de que ele valeu cada segundo?
Eu gosto de ser útil na vida. De ajudar o outro quando ele não espera ser ajudado e ver a cara de espanto se dissolver num sorriso agradecido. Percebo também o quanto essa mudança de ponto de vista - ou seria aceitação de outros pontos de vistas? - tem feito de mim uma pessoa mais grata. Com a família, os poucos amigos que me restaram e a vida de forma geral.

Minha vida não é melhor ou mais fácil que a de ninguém, acontece que aprendi a procurar e  depois disso sempre encontrei algo pelo qual eu preciso agradecer.

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