Das urgências.

14 de julho de 2014



Talvez esteja me precipitando ao escrever-te este texto, no entanto, não sei quanto tempo ainda me resta e eu preciso, imediatamente, registrar o quanto gosto do seu sorriso.  Você que ri tímido e parece ter medo de tudo, aproveito a pressa e aviso: não precisa ter medo de mim. Sei que há intensidade em tudo que eu faço, que rio escangalhada e às vezes faço piadas ruins, mas para mim parece sempre difícil estar a sua altura. E eu queria tanto...
Às vezes eu queria te dizer dos meus medos e abismos, mas parece-me tão cedo. Então conto das minhas coragens e você estufa o peito com orgulho de mim. E eu pareço uma boba ouvindo as tuas histórias, tenho certeza. Se eu pudesse fazer um único pedido, seria esse: Não tenha medo de mim.
Eu me perco nos meus descompassos, minhas poesias não têm rimas e minha literatura não pertence a nenhuma outra escola senão a do amor piegas, mas você não precisa se assustar, não em tão pouco tempo. Além do mais, meu coração é repleto de urgências que nunca dissolvem e eu não tenho culpa.
Se te escrevo não é para pedir perdão. Afinal, não há erro algum em ser quem somos. Mas, se for melhor assim, eu danço no seu compasso e conto sobre você, devagar:
Gosto dos seus abraços e do seu polegar que percorre o meu braço, num carinho sutil. Gosto do seu cheiro e das suas respostas sempre na ponta da língua, da sua companhia e do seu bom gosto para quase tudo. Gosto dos nossos indícios de sintonia que de vez em quando pintam para colorir a nossos encontros. Acho graça em cada coisa que sei que você faz só pra me agradar.

Tem um sorriso te esperando na próxima visita que vai te contar sem eu dizer nada que está tudo, tudo, tudo, tudo bem agora que você chegou.

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