5 de maio de 2013

Sobre amor incondicional.



Certa vez alguém me disse que amor é convivência, não entendi muito bem no começo. Algum tempo depois me veio você. Lembro exatamente como tudo começou, cheguei em casa e minha mãe me deu a notícia: "A Nana está grávida" e eu nem imaginava que nasceria ali o nosso amor. Você tão pequena e frágil dentro daquela barriga, a nossa ligação nasceu antes mesmo de vir ao mundo a criatura mais doce e sagaz que eu tive o prazer de conhecer. Minha principesssa com sede de vida, tamanha sede que veio ao mundo bem antes do esperado, nasceu prematuramente aos 6 meses e 3 semanas.Campineira, prematura e guerreira, o nosso milagre recebeu o nome de Micaela. Micabela. Minha bela. 
É impossível esquecer o nosso primeiro contato, depois de algumas semanas de vida, quando você já estava em casa, fui até você que deitada sobre a sua cama, ainda pequena e frágil em sua beleza, apertou meu indicador em meio a palma de sua mão. Eu te olhava e fazia a promessa mais importante que me fiz até hoje: cuidar de você. Mais de quatro anos se passaram e quando eu olho pra você, lembro da minha mais doce obrigação: te proteger, te fazer sorrir.
Muitos ficaram surpresos quando descobriram que eu não gerei você. Muitas de suas atitudes são iguais as minhas. Há muito de mim em você e é uma delícia saber que alguém tão especial tem a mim como espelho. Apesar da sua pouca idade e do seu egoísmo inocente, eu aprendo muito com você. Aprendo sobre doçura, alegria, delicadeza e força... Sim, força. Quando eu sinto vontade de desistir, jogar tudo pro alto, porque sabe, Mi, a vida de adulto é mais difícil do que você pode imaginar, eu olho sempre pra você e nem preciso pedir o seu abraço, o seu beijo, sabe aquela história de cuidar de você? Nesse momento o oposto acontece, você cuida de mim e renova todas as minhas forças e sem ao menos me dar conta, eu tenho vontade de continuar, de lutar pelo meu futuro, de lutar pelos meus sonhos que, não surpreendentemente, incluem você. Nesses momentos eu entendo tudo sobre o amor ser convivência e até perdoo o seu doce egoísmo de não querer me dividir com mais ninguém, essa ligação é tão nossa que alguém no meio disso parece mesmo uma invasão. 
Acho graça quando descubro cada vez mais nossas semelhanças, quando você se confunde comigo num retrato de infância ou até mesmo quando sua mãe diz que até ela teria dúvidas se não tivesse carregado você no ventre. Mais uma lição: amor é escolha. 
Não sei porque e nem tenho pressa em descobrir, já que nosso aprendizado é diário, mas o nosso amor é escolha. Nos escolhemos. Nossa ligação é coisa de alma. De vidas passadas se elas existiram algum dia, nos perdoamos dos nossos erros, nos acolhemos nos nossos medos, nos respeitamos nas nossas (poucas) diferenças, nos amamos incondicionalmente. Eternamente.
E isso é gratificante.



2 comentários:

Dany Loureiro disse...

Que lindas!

Daqui, há quilômetros de distância dá pra ver o amor de vocês! ♥♥

É uma coisa de alma, que vai além!

Amo-te, sisi! :)

Beijos Mil.

Gabriela Castro disse...

Que lindo, Jô!
Tenho minha sobrinha e afilhada de 4 anos também, que é tudo de bom na minha vida.
Beijos